16/11/2013 20h04 - Atualizado em 16/11/2013 20h04

Conselho de Alimentação Escolar garante boa qualidade da merenda servida nas escolas municipais de Ribas

Por: AscomPMRRP
 
 
Merenda servida na Escola Municipal São Sebastião Merenda servida na Escola Municipal São Sebastião

O Presidente do Conselho de Alimentação Escolar de ribas do Rio Pardo, Manoel dos Anjos, concedeu entrevista para esclarecer que “a merenda escolar servida nas escolas municipais do município é de boa qualidade”. A iniciativa foi em resposta as denuncias feitas pelo vereador Ângelo da Silva, na tribuna da Câmara Municipal, em Informativo Oficial daquele Poder Legislativo e na imprensa.

O presidente explicou que “quando o Tribunal de Contas do Estado fez esse cancelamento do fornecimento pela empresa Embutidos e Tradição, ele cancelou o processo de número 003, que se refere ao mês de abril, quando os conselheiros do CAE, funcionários do Serviço de Vigilância Sanitária e a Secretária Municipal de Educação, Rosimeire dos Santos, receberam toda alimentação, um caminhão frigorífico com a carne, que foi inspecionada pelos dois funcionários da Vigilância Sanitária, foi considerada apta para o consumo.”

Depois da constatação, imediatamente, a carne foi distribuída para as “escolas” da zona rural. “Houve uma compra de 1.700 quilos e, naquele dia, sobraram 600 quilos para serem guardados no município para as escolas municipais da área urbana.” A carne ficou guardada em Câmara fria cedida por um dos supermercados da cidade.

Manoel dos Anjos conta que “no outro dia, houve uma denúncia na Vigilância Sanitária de que a carne estava estragada. Essa denúncia não constatou nada estragado. O que houve é que a carne recebida tinha o selo de Inspeção Municipal e deveria ter o SIF-Selo de Inspeção Federal.” Diante desta constatação, a Vigilância Sanitária de Ribas foi obrigada a fazer a apreensão dessa carne, pelo seguinte motivo: “quando o produto tem o SIM, não pode ser comercializado em outro município, somente no município de origem do SIM, no caso deste o de Campo Grande.”

Mesmo com a carne em boa qualidade, a Vigilância Sanitária foi obrigada a fazer a apreensão dos 690 quilos que ainda não haviam sido distribuídos para as escolas municipais da área urbana. Manoel explica que “em seguida, foi feita a doação dessa carne porque estava em ótimo estado de conservação e apta a ser consumida. Os diretores das escolas estaduais, o JOPA-João Ponce de Arruda e o EBA-Eduardo Batista Amorim, também a Pestalozzi e o Centro Espírita André Luiz, foram chamados e aceitaram a doação de, aproximadamente, 150 quilos desta carne, cada um e as escolas fizeram o lanche para as crianças.”

“De abril até hoje (11-11), que eu saiba, não houve nenhum registro no Hospital Municipal ou outro hospital de municípios vzinhos de que alguma criança foi intoxicada com esta alimentação, a prova é que a Vigilância Sanitária disse que esta carne estava ótimo estado de conservação e apta para o consumo”, esclarece o presidente do CAE.

O Presidente do CAE lembrou à população que “quando ele (vereador Ângelo) disse através do informativo parlamentar (oficial da Câmara Municipal) e em sites que a carne estava estragada, isto não é verdade. Posso assegurar a todos os pais que tem seus alunos nas escolas municipais que seu filho nunca comeu ou comerá um alimento estragado, porque nós do CAE.”

O Conselho de Alimentação Escolar é composto por sete membros, entre eles representantes de duas ONGs (Organização Não Governamental), um representante do Poder Executivo, dois representantes de pais e mestres. “Então como que pode o Conselho ser ofendido, porque eu considero ofendido, porque nós fazemos a fiscalização, convidamos a Vigilância para fiscalizar junto com a gente e está saindo esta inverdade, porque não fornecemos em nenhum momento merenda estragada nem carne estragada para as crianças do município de Ribas do Rio Pardo”, esbraveja Manoel dos Anjos, indignado.

Ele também fez questão de esclarecer que “quando o pai ou responsável deixa sua criança na porta da escola, a responsabilidade toda é da direção da escola e lá existem os coordenadores, os auxiliares, os servidores administrativos, as merendeiras.” Isto leva o Presidente a fazer a seguinte pergunta: “como que pode uma cozinheira fazer alimento estragado, como foi dito, e ela servir para o próprio filho ?”.

Ele refere-se ao fato de existir nas cinco escolas municipais, merendeiras que tem filhos e netos estudando nestas escolas. “Será que esta mãe faria na sua casa uma comida estragada e serviria para seu filho?”, questiona Manoel dos Anjos. E vai mais além: “se a carne estivesse estragada como foi dito, elas não fariam esta carne e denunciariam.”

Para concluir, o presidente do Conselho de Alimentação Escolar tranqüiliza a população ao dizer que “a merenda escolar das crianças é muito bem tratada, as merendeiras são pessoas preparadas com cursos para fazer esta merenda para os alunos.” Para esclarecer dúvidas, existem medidas preventivas adotadas diariamente pela Prefeitura Municipal através de uma nutricionista. Ela faz a supervisão durante o preparo pessoalmente e recolhe uma amostra do alimento servido, a qual fica congelada, para exames laboratoriais caso sejam necessários.

“quando ele (vereador Ângelo) disse através do informativo parlamentar (oficial da Câmara Municipal) e em sites que a carne estava estragada, isto não é verdade.

— Manoel dos Anjos

Quanto a empresa fornecedora da carne para a alimentação, o presidente Manoel dos Anjos assegurou que “ela ganhou a licitação e vai continuar fornecendo a sua parte para a merenda escolar, porque entrega carne de qualidade, em condições de consumo e trocou o selo do SIM (de Campo Grande) pelo SIF-Serviço de Inspeção Federal e isto permite seu trabalho até o vencimento da licitação.”

A nutricionista Adrielly Querubin Teixeira, da Prefeitura, também aproveitou a oportunidade da entrevista com o Presidente do CAE, para esclarecer que “a carne que foi servida não estava estragada. O único problema verificado é o selo de inspeção SIM, que é de Campo Grande, o que não permite que seja comercializada em outro município. Para ser comercializada aqui, teria que ter o selo SIF. Esse problema que aconteceu no mês de abril, foi solucionado. Hoje a carne vem diretamente do frigorífico, com o SIF, servido pela empresa Embutidos & Tradição com boa qualidade na temperatura adequada, até mesmo porque a maioria das crianças tem a refeição da escola como única do dia, principalmente nos Ceinfs e nós, como nutricionista, prezamos muito por esta qualidade, igualmente as merendeiras que são nossas grandes colaboradoras e jamais serviriam carne estragada. Se estivesse estragada, teria acontecido alguma infecção e nada aconteceu. Para garantir a qualidade, nos coletamos amostra porque é exigência de lei.”

Cristiane Braga, representante dos pais no CAE, disse que “em todas as reuniões do conselho nos preocupamos com a qualidade dos alimentos. Minha filha estuda na escola Alcindo e nunca reclamou e sou professora noutra escola municipal a São Sebastião e nunca observamos nada de má qualidade.”

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